Publicado em: sex, out 28th, 2016

O que as suas senhas revelam sobre sua personalidade? Descubra!

Pesquisa explora a psicologia por trás da criação de senhas.

Você já pensou em quais critérios utiliza para escolher suas senhas de segurança quando faz qualquer cadastro na internet? É muito comum ficarmos irritados com algumas regras que são exibidas para criar a senha ideal, seja ela: letras maiúsculas, números e símbolos ou até sugestões de senhas mais fortes.

Uma pesquisa da LastPass, desenvolvedora do gerenciador de senhas mais popular do mundo, mostra que quando se tratam de senhas pessoais há uma mescla entre psicologia, comportamento e atitudes que influenciam na escolha da senha. As conclusões do estudo revelam que os consumidores ainda precisam adequar seus próprios comportamentos e deixar de usar a mesma senha em vários serviços. O ideal é que não seja feita a chamada reutilização de senhas.

Confira abaixo os detalhes da pesquisa:

Sua personalidade determina o porquê – mas não como – você pode ser hackeado

Quando o tema é segurança on-line, o tipo de personalidade não revela comportamentos, mas demonstra como os consumidores racionalizam seus hábitos relacionados a senhas. Entre as principais conclusões em torno dos tipos de personalidade e comportamentos on-line, destaca-se que quase metade dos entrevistados classificados na pesquisa como Tipo A, não acreditava que estava sob um maior risco reutilizando senhas. Em compensação, mais da metade dos entrevistados classificados como tipo B acreditava que precisava reduzir o número de contas e atividades on-line por conta do medo de roubo de senhas.

Convencidos de que suas contas são de pouco valor para hackers, eles são capazes de manter suas atitudes relaxadas e descontraídas em relação à segurança das senhas. Isso sugere que, além de esses tipos de personalidade não pensarem no resultado final de manter senhas fracas, elas fornecem uma visão em torno dos motivos pelos quais as pessoas se comportam dessa maneira.

Paradoxo das senhas: você sabe que não deve, mas faz assim mesmo

A pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados entende que seus comportamentos digitais os colocam em risco, mas não fazem nenhum esforço para mudá-los. Apenas 5% dos entrevistados não conheciam as características de uma senha segura, e a maioria deles tinha a compreensão de que as senhas devem conter letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Além disso, 91% dos entrevistados disseram que há riscos inerentes associados à reutilização de senhas, no entanto 61% continuam usando senhas iguais ou similares assim mesmo. Dessa forma, mais da metade, no caso 55%, continua agindo dessa mesmo compreendendo os riscos.

“No dia a dia criamos diversos hábitos para nos proteger da insegurança urbana, evitamos carregar muito dinheiro, andar em locais escuros, mas quando vamos para o mundo virtual ele muitas vezes nos parece inofensivo e não tomamos as devidas precauções. Já existem soluções de tecnologia para gerenciar senhas de forma segura. O LastPass é gratuito e considerado o aplicativo mais popular do mundo para essa finalidade, ele auxilia na criação e no gerenciamento de senhas de uma forma simples e extremamente segura”, comentou Gustavo Boyde, gerente de marketing da LogMeIn para América Latina.

O que os consumidores priorizam quando se trata de senhas

Os resultados da pesquisa mostram que, ao tentar criar senhas seguras, 47% dos entrevistados incluíram nomes de familiares ou suas próprias iniciais. Outros 42% usaram datas ou números importantes, e 26% usaram o nome do animal de estimação — todas essas informações geralmente são facilmente obtidas em sites de mídias sociais, por exemplo.

Além disso, os consumidores priorizam a força de suas senhas levando em consideração quais contas eles acreditam que precisam ser mais seguras. Os entrevistados indicaram que criam senhas mais fortes para serviços financeiros (69%), seguidos por varejo (43%), mídias sociais (31%) e entretenimento (20%).

Além de parecer pouco intuitivo priorizar todas essas contas em um mesmo nível, o Identity Theft Resource Center reporta que apenas 21 instituições financeiras foram violadas em 2016 entre mais de 657 empresas. Se as senhas forem as mesmas entre várias contas, os cibercriminosos que atacam contas de baixa prioridade podem facilmente ter acesso a coisas mais importantes, como contas bancárias e cartões de crédito.

“Desenvolver maus hábitos em relação às senhas é um problema universal que afetam usuários de qualquer idade, gênero ou tipo de personalidade”, afirma Joe Siegrist, vice-presidente e gerente geral da LastPass. “A maioria dos usuários admite compreender os riscos, mas continuam reproduzindo o comportamento, mesmo sabendo que deixam informações confidenciais vulneráveis a possíveis ações de hackers. Para estabelecer defesas mais eficazes, precisamos entender melhor por que os indivíduos agem de certa forma on-line e oferecer um sistema que torne mais fácil para o usuário gerenciar melhor seu comportamento em relação às senhas”, conclui.

Fonte:
www.noticiasaominuto.com.br