Publicado em: ter, fev 27th, 2018

Sexting

Envio de mensagens com conteúdo sexual cresce entre os adolescentes.

Um em cada oito jovens que participaram de diferentes estudos revelaram já ter enviado ou recebido mensagem sexual sem consentimento.
Um estudo divulgado essa semana pela revista científica Journal of the American Medical Association Pediatrics mostrou que a troca de mensagens com conteúdo sexual vem crescendo entre os jovens nos últimos anos.

A análise, feita com 39 pesquisas de diferentes países e mais de 110 mil participantes entre 12 e 17 anos, revelou que 14,8% deles já enviaram fotos, vídeos e/ou mensagens sexualmente explícitas e 27,4% receberam. Em 2009, quando um dos primeiros estudos sobre o assunto foi publicado, os resultados indicavam que 4% já tinham enviado e 15% recebido imagens contendo nudez.

Segundo Sheri Madigan, PhD em psicologia e autora da pesquisa, entender o comportamento dos jovens no que diz respeito ao ‘sexting’ é importante para promover campanhas educacionais e políticas públicas de proteção aos adolescentes. “Esses estudos contribuem para uma compreensão mais ampla dos fatores que motivam os jovens a praticar o ‘sexting’ e seus resultados podem promover intervenções educacionais”.

Entre os fatores que contribuem para o aumento do número de adolescente enviando e recebendo conteúdo sexual a cada ano está a popularidade e a aparente privacidade dos aplicativos de conversa. “Com os smartphones tornando-se quase onipresentes nos últimos anos, nossa descoberta de que a ocorrência de ‘sexting’ juvenil é maior em estudos mais recentes não foi surpreendente”, diz Sheri.

Um dado preocupante mostrado no estudo é o alto número de jovens que já receberam ou enviaram mensagens sexuais sem consentimento. Entre os adolescentes pesquisados, 12% dizem já ter enviado conteúdo sexual sem pedir permissão ao destinatário e 8,4% tiveram mensagens ou imagens pessoais encaminhadas para outras pessoas sem autorização. “Uma área importante desse estudo no futuro é a identificação de variáveis associadas ao ‘sexting’ não consensual, bem como a avaliação da eficácia das campanhas educativas e políticas legais que visam acabar com o ‘sexting’ não consensual na juventude”, afirma a pesquisadora.

Fonte:
g1.globo.com