Suicídios e automutilações
14/06/2019 16:39 em Notícias

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) firmou parceria com a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) para implantar medidas nas instituições de ensino de apoio a estudantes em situações de sofrimento.

O objetivo é atuar na prevenção de casos de automutilação e de suicídio. O acordo faz parte da campanha “Acolha a Vida”, uma iniciativa promovida pelo MMFDH que tem o objetivo de prevenir e combater este problema entre crianças, adolescentes e jovens.

O protocolo de intenções assinado entre o ministério e a entidade prevê medidas como a instalação de núcleos de acolhimento nas universidades privadas. Segundo a ministra Damares Alves, o intuito é reunir estudantes de cursos como psicologia e de outras áreas de ciências da saúde para oferecer atendimento voluntário.

Outra iniciativa será a realização de ações de capacitação de alunos dessas faculdades, que lecionam em outras escolas, sobre como lidar com jovens em sofrimento. A capacitação e o atendimento poderão alcançar também os próprios estudantes dessas universidades privadas. “Dentro das universidades há jovens se cortando e pensando em se matar”, comentou a ministra a Agência Brasil.

A parceria também vai envolver intercâmbio de informações entre o órgão governamental e associações de universidades. A ANUP informou no evento de assinatura do protocolo de intenções que há universidades já adequando grades curriculares para incluir temas relacionados ao bem-estar, felicidade e inteligência emocional.

Disque 100

Como parte da campanha “Acolha a Vida”, o MMFDH também firmou parceria com a Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL). A entidade vai fornecer treinamento aos atendentes do serviço Disque 100, linha aberta para denúncias de violações de direitos humanos. O serviço vai atender pessoas que busquem apoio para situações de sofrimento e vontade de cometer algum ato de automutilação ou suicídio.

“A ideia é proteger essas pessoas, é acolher estas pessoas. É importante tirar o primeiro impulso, mostrar que há caminho. E isso é possível”, falou a Agência Brasil o presidente da APAL, Antônio da Silva. Segundo a ministra do MMFDH, o início do serviço ainda não tem data mas deve ocorrer após a formação dos atendentes.

Com atuação em um centro clínico de Brasília/DF, a psicóloga Priscila Moraes Henrique explica que as redes sociais e os jogos eletrônicos podem influenciar comportamentos que levem à automutilação e até ao suicídio. Mas, segundo ela, é preciso, antes de tudo, verificar o contexto em que o indivíduo está inserido e quais as questões emocionais e psicológicas que a pessoa tem vivido.

“A partir disso é possível compreender a relação dos itens com os comportamentos dessa pessoa. Por exemplo, o mundo virtual, na maioria das vezes, apresenta uma realidade distorcida ou, pelo menos, muito diferente da vida real da grande maioria das pessoas, e isso pode gerar cada vez mais pessoas angustiadas por não conseguirem viver a vida que lhes é apresentada do outro lado da tela”, afirma.

A especialista acrescenta que a internet, no geral, traz certa ambiguidade, uma vez que apresenta sites ou redes sociais que combatem o suicídio e outras que incentivam a prática. “Diante disso, é importante um olhar atento de profissionais, pais, cuidadores, da sociedade em um todo, para combater de forma efetiva os meios que propagam a prática desses comportamentos”, completa

Fontes: http://agenciabrasil.ebc.com.br - www.desenvolvertreinamentos.com.br

 

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